segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Onfaloplastia, a cirurgia plástica para correção do umbigo



Pequeno detalhe no abdômen, a má aparência do umbigo pode causar desconforto a pacientes quando não tratada.

A onfaloplastia é um nome ainda pouco conhecido, uma vez que faz referência a uma cirurgia na qual a maioria ainda não ouviu falar: a correção de umbigo. Ainda que muitas mulheres apresentem algum tipo de deformidade no umbigo, poucas são aquelas que realmente se submetem a um tratamento de correção estética – porém, essa tendência tem mudado progressivamente nos últimos anos.
Podendo ser realizada a partir dos dezoito anos, o procedimento é frequentemente associado à abdominoplastia ou retoques de outras cirurgias. “A cirurgia isolada é mais aconselhada em casos de deformidades muito acentuadas, que realmente prejudicam a estética da barriga e causam constrangimento aos pacientes”, comenta o Dr. Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba – PR.
Sendo uma cirurgia de caráter estético, a onfaloplastia faz com que o sentimento de vergonha e desconforto que muitas mulheres sentem por causa do seu umbigo passe, “assim, elas se sentem mais seguras para utilizar certas peças de roupas, como biquínis, por exemplo,” diz Pacheco.
Pacientes que perderam muito peso, que sofreram com o efeito sanfona, ou mulheres que passaram por uma gestação tendem a ter indicação para este procedimento, assim como pessoas com hérnia umbilical e pacientes de plástica no abdômen. A onfaloplastia, cirurgia plástica do umbigo, pode ainda ser uma opção para aqueles com deformidades, cicatrizes, estrias e até verrugas na área umbilical.
“Essa não é uma cirurgia essencial para a saúde do paciente, mas deve ser feita quando esse aspecto se torna desconfortável para o indivíduo. Quando a pessoa se sente se sente desconfortável com o seu corpo, mesmo que seja com um pequeno detalhe, como nesse caso, esse pode ser o ponto de partida para os problemas de auto-estima”, exalta o especialista.
Sentir-se bem consigo mesmo é o objetivo de todos e, existindo o tratamento possível e seguro, porque não fazê-lo? É preciso, antes de qualquer atitude drástica, procurar um médico especialista e conversar com ele, expondo as suas expectativas e ouvindo a opinião do cirurgião, que avaliará o caso e opinará a respeito da necessidade da realização da cirurgia.
Quando realizado o procedimento, a cicatriz fica situada ao redor do umbigo, formando um pequeno círculo na região. Os pontos da cirurgia são feitos junto à musculatura da região abdominal e, dependendo da anatomia do paciente, é bastante comum que a marca fique escondida na cavidade do umbigo. O paciente permanece no hospital no máximo por um dia.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

SAIBA COMO PREVENIR E ALIVIAR AS DORES DO NERVO CIÁTICO



Cuidados simples podem ajudar a evitar o problema

Queimação, fisgadas, dormência, falta de sensibilidade e uma dor que "corre" pelas pernas, começa gradualmente e piora durante a noite. São esses os desconfortos mais comuns de quem algum dia já sofreu com a chamada dor ciática. O incômodo não é à toa: o ciático é o nervo mais longo do corpo humano, leva inervação para toda a musculatura dos membros inferiores, sendo responsável pela sensibilidade, flexibilidade e força da região lombar, nádegas, pernas e pés. Quando este nervo está irritado por causa de uma inflamação, por uma compressão externa decorrente de uma artrite ou pelo deslocamento do disco intervertebral (hérnia de disco) na coluna lombar, a dor aparece.

A dor ciática causa um desconforto que começa na parte inferior das costas e se espalha pelas nádegas, pernas, tornozelos e, ocasionalmente, para o pé. A dor geralmente é sentida como um entorpecimento, uma pontada ou uma queimação. Ela também pode causar formigamento, parestesias (baixa sensibilidade) ou fraqueza nos músculos da perna afetada — explica o médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo.

É preciso, no entanto, ficar atento às causas. A dor ciática não é uma doença, mas sim o sintoma de várias. A hérnia de disco, por exemplo, é a maior causadora desse tipo de dor, seguida da degeneração natural desses discos intervertebrais, cujas funções são evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto entre elas. O comprometimento do ciático também pode ser resultado do deslocamento da coluna e do encolhimento do canal vertebral, problemas que comprimem o nervo e, consequentemente, provocam a sensação dolorida.

Identificar origem da dor é importante para o diagnóstico

O diagnóstico da dor ciática é clínico, pelo relato do paciente; e laboratorial, através de exames. Após o problema constatado, o tratamento é aplicado. Segundo Melo, no entanto, os males da dor ciática podem ser controlados, sendo que apenas 10% dos pacientes precisam ser tratados ou passar pela cirurgia, que deve ser indicada apenas quando as outras terapias falharam.

O controle pode iniciar com períodos de descanso e diminuição da atividade, seguidos de exercícios para melhorar a mobilidade e fortalecer as costas. Se os sintomas persistirem, a fisioterapia pode ser útil.

Para aliviar a inflamação ao redor do nervo, pode ser recomendável que se alterne o uso de compressas quentes e frias. Raramente, a cirurgia é necessária, apenas em casos, como por exemplo, quando a dor é causada por uma hérnia de disco — esclarece o especialista.

O neurocirurgião sugere uma série de cuidados para evitar problemas no nervo ciático:

Postura
Devemos cuidar de nossa postura. Procurar manter uma posição correta ao sentarmos, ao levantarmos (da cama, do carro, de uma cadeira, usando as mãos), ao carregar um peso, ao abaixar para pegar um objeto, ao inclinar para pegar um bebê no berço, ao receber um objeto pesado das mãos de outra pessoa. De acordo com Melo, prestando atenção nesses aspectos, são menores as chances de se ter um quadro de lombalgia, ciática ou lumbago agudo.

Dieta
Devemos procurar manter um peso adequado. Mais peso no corpo significa mais peso para a nossa coluna sustentar, maior probabilidade de dores na região

Frio
Cuidado com o frio. Procure se agasalhar bem, não deixe de praticar seu esporte no frio, porém procure realizar os alongamentos com cuidado nesta estação

Atividade física
Pratique esportes de forma regular. Se estiver enferrujado comece devagar, aumentando a intensidade progressivamente. Se tiver dores nas coxas e pernas, principalmente as que descem abaixo do joelho, procure a orientação do médico especialista antes de dar prosseguimento ao seu esporte.


Fonte: Zero Hora

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Vida em equilíbrio

Lazer, trabalho e atividade física. É importante saber conciliar essas tarefas do dia-a-dia. Pessoas que colocam sua energia apenas em um foco, por exemplo, no trabalho, podem comprometer seu bem-estar.

Sair tarde da empresa e levar serviço para casa são atitudes a serem repensadas. Saiba que o sucesso profissional e a saúde podem caminhar juntos e em harmonia. “Deve existir um equilíbrio entre as funções do cotidiano. Saúde é saber dividir bem as rotinas”, alerta a dra. Raquel O. Conceição, médica responsável pelo Checkup da Unidade Einstein Jardins.
Em 2005, a equipe do Centro de Medicina Preventiva do Einstein coordenou estudos sobre a saúde do executivo. Foi constatado que funcionários de grandes empresas apresentam mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares do que outras pessoas da mesma idade. Ao todo, executivos realizaram os testes e constatou-se que quanto mais alto o cargo, maiores os riscos para a saúde. Presidentes e vice-presidentes têm 6,67% mais chance de desenvolver problemas cardiovasculares, enquanto diretores têm 5,97%, e gerentes, 3,28%, apontou a pesquisa.
As razões: as longas jornadas de trabalho, o estresse, o sedentarismo e a má alimentação. Outra pesquisa, realizada pela Universidade da Califórnia (USA) e publicada em 2008 na revista da Associação Americana de Psicologia, aponta que pessoas disciplinadas e organizadas vivem mais que as impulsivas. O estudo mostra que esse grupo bebe e fuma menos, controla melhor o estresse e consegue administrar melhor as atividades da vida.
“Quando se fala em saúde, temos de ir além dos problemas físicos já existentes. Precisamos pensar em prevenção e qualidade de vida”, afirma a dra. Raquel. Isso significa investir também em momentos de prazer, seja lendo um bom livro, viajando com a família, encontrando amigos ou dedicando-se a um esporte ou hobby. Essas boas sensações refletem, e muito, no bom funcionamento do corpo.
Cientes da rotina agitada, muitas empresas já se preocupam com a qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho. Há companhias que disponibilizam aos funcionários espaços de lazer, academias para incentivar a atividade física e até salões de beleza. Segundo a dra. Raquel, é importante equilibrar o uso dos benefícios. “É bom sair, frequentar outros locais, para conviver com pessoas diferentes das do ambiente de trabalho”, aconselha a especialista.
Quando se fala em saúde, temos de ir além dos problemas físicos já existentes. Precisamos pensar em prevenção e qualidade de vida
Dicas para equilibrar a rotina
Atitudes simples podem melhorar – e muito – a qualidade de vida. Basta para isso ter o compromisso consigo mesmo de mudar a rotina.
Confira as sugestões da dra. Raquel O. Conceição.
·         Seja flexível.
·         Reserve algum momento da semana para fazer o que gosta.
·         Saiba comunicar seus sentimentos e opiniões.
·         Pense sempre em seu bem-estar.
·         Leve a vida mais tranquilamente.
·         Construa uma rede de relacionamentos.
·         Priorize seus objetivos e metas.
·         Pratique algum esporte, pelo menos por 30 minutos ao dia, que é a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
·         Faça seu horário de almoço com calma e coma alimentos saudáveis.
Além de investir em atitudes que melhorem o cotidiano, vale reservar um tempo para a prevenção de doenças. A partir dos 40 anos, mulheres e homens devem realizar anualmente um checkup para avaliar as condições gerais do organismo.
O paciente precisa passar por uma consulta para que o médico avalie sua rotina de vida e seu histórico familiar e trace um plano individual de exames diagnósticos. Muitas empresas têm um programa que incentiva seus funcionários a passar anualmente por uma avaliação de saúde.
A unidade de Checkup do Einstein está desenvolvendo para 2009 um símbolo de reconhecimento para empresas que têm ações visando à qualidade de vida no trabalho. “Vamos lançar um selo de qualidade que servirá como mapeamento dessas iniciativas empresariais”, explica a dra. Raquel. Além disso, o Centro de Medicina Preventiva tem o papel de ensinar, tanto a empresas quanto a empregados, como alcançar essa qualidade de vida dentro do ambiente profissional. Mas a primeira atitude, o passo inicial para a mudança, deve partir de você.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Tudo sobre o estresse


 Falar de estresse todo mundo fala – mas pouca gente sabe o que, de fato, é esse mal. "A s pessoas usam essa palavra para dizer que o dia foi corrido, com um monte de coisas para fazer, mas isso não necessariamente gera sinais de estresse, um mecanismo fisiológico sem o qual nem o ser humano nem os animais teriam sobrevivido até os dias de hoje", diz Selma Bordin, psicóloga do Hospital Israelita Albert Einstein.
Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se – seja atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do corpo. "O batimento cardíaco acelera porque tem que bombear mais sangue, os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da pressão arterial, entre outras coisas", explica a dra. Selma.
Atualmente, vivendo em cidades e enfrentando problemas bem diversos dos da selva – como pressões para atingir metas –, o corpo continua preparando-nos para lutar ou fugir quando nos sentimos ameaçados. Mas, em geral, não partimos para a briga física, nem saímos em disparada. E toda a adrenalina, por exemplo, liberada em nosso sangue, fica sem função.
Sinais
Ninguém adoece, devido ao estresse, de um dia para o outro . E o próprio corpo avisa que as coisas não vão bem, basta prestar atenção. Confira alguns sinais que podem indicar estresse:
·         sensação de desgaste constante
·         alteração de sono (dormir demais ou pouco)
·         tensão muscular
·         formigamento (na face ou nas mãos, por exemplo)
·         problemas de pele
·         hipertensão
·         mudança de apetite
·         alterações de humor
·         perda de interesse pelas coisas
·         problemas de atenção, concentração e memória
·         ansiedade
·         depressão
Causas
Os chamados estressores podem ser:
·         internos: da própria pessoa, ligados a características de personalidade, como perfeccionismo, pressa, querer fazer tudo ao mesmo tempo.
·         externos: do ambiente. Mudanças em geral, até mesmo as positivas, desencadeiam estresse – porque exigem uma adaptação. Assim, são grandes fatores estressantes externos, por exemplo: o nascimento de um filho, mudanças profissionais (troca de emprego, promoção, demissão), aposentadoria, mudança de casa, divórcio, doença ou morte de pessoas queridas. Mas há também os pequenos, como o trânsito, que pode acabar tendo um peso importante para muitas pessoas.
"Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele", comenta a dra. Selma.
Veja o potencial estressante de algumas situações, sendo 100 o maior possível*.
·         morte do cônjuge - 100
·         divórcio - 73
·         prisão - 63
·         morte de um parente querido - 63
·         casamento - 50
·         demissão do trabalho - 47
·         aposentadoria - 45
·         reconciliação conjugal - 45
·         gravidez - 40
·         grandes conquistas pessoais - 28
·         problemas com o chefe - 23
·         férias - 13
*Fonte: The Social Readjustment Rating Scale, dos psiquiatras Thomas H. Holmes e Richard H. Rahe, ambos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
Como evitar e tratar
É bom lembrar que estresse todo mundo tem, mas até certo ponto. No dia-a-dia, situações diversas apresentam-se para as pessoas, que se adaptam a elas. "É preciso ter estresse para poder viver. O problema é quando ele se torna excessivo, quando supera a capacidade de adaptação da pessoa ou quando ele persiste por muito tempo", alerta a psicóloga.
Algumas atitudes simples podem evitar ou amenizar o estresse:
·         dormir direito
·         cuidar da saúde
·         alimentar-se de forma saudável
·         fazer atividades físicas
·         proporcionar-se momentos de prazer
·         refletir sobre a maneira de lidar com as situações e buscar mudanças
"Se com esses cuidados a própria pessoa não conseguir controlar os níveis de estresse, deve procurar ajuda profissional", aconselha a profissional.
Três procedimentos ajudam a tratar o estresse:
·         identificar os estressores
·         aumentar a resistência pessoal a ele
·         quando for possível, eliminá-lo
Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele
No tratamento, o psicólogo ajuda o paciente a encontrar formas de contornar os estressores que não podem ser mudados. "Se meu problema é o trânsito, vou tentar horários, rotas alternativas. Se não tenho escolha, não vou ficar dentro do carro chorando e gritando. Eu posso aproveitar esse tempo para ouvir música, uma fita de idiomas, ler alguma coisa enquanto está parado. Precisamos resolver o que fazer com o problema", diz a dra. Selma.
Já os estressores internos, aqueles que são resultado de características de personalidade, requerem um trabalho maior. "Ninguém muda com pequenas dicas, e psicoterapia pode ser necessária. Quando o jeito de lidar com as coisas é problemático, é aconselhável procurar um psicólogo", orienta a dra Selma.
Importante: em nenhum momento deve-se lançar mão da automedicação. "Não existe medicação para tratar estresse. Alguns médicos prescrevem complexos vitamínicos. Se o estresse for crônico e evoluir para um estado depressivo ou ansioso, encaminhamos para avaliação de um psiquiatra", explica


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Por que as mulheres têm tanta dor nas costas?

Mudanças de hábitos diários podem ajudar com as dores na lombar

Quem nunca ouviu alguma mulher reclamar de dor nas costas devido ao excesso de peso na bolsa? Ou que ela não consegue mais andar sem sapato de salto alto em decorrência de dores nos pés? Qualquer tipo de dor na lombar é sempre um sinal de que algo está errado e merece atenção especial.
Dores nas costas podem ser causadas por simples hábitos errados como sedentarismo, obesidade e tabagismo. Podem ser também uma manifestação de doenças como depressão, fibromialgia, câncer, artrites, hérnia de di​sco, osteoartrose (bico de papagaio), cálculo renal, aneurisma de aorta, úlcera gástrica etc.
Nas mulheres, em especial, além dos hábitos inadequados e de possíveis doenças, a endometriose e os fatores hormonais podem ser um agravante. Além disso, quem tem seios volumosos deve ter muito cuidado, pois o peso faz a coluna se curvar para frente. Nestes casos, deve-se avaliar o caso para verificar se há necessidade de sutiã apropriado ou até cirurgia para redução das mamas.
As grávidas também sofrem com o desconforto devido ao aumento da lordose, pela obesidade e a liberação do hormônio relaxina perto do parto (que deixa a coluna mais relaxada).
Com todas essas possibilidades descartadas outro vilão das mulheres são os c​ostumes inadequados, como as bolsas pesadas. Carregá-las em um único ombro faz a coluna ficar sobrecarrega, desequilibra a musculatura, facilita as contraturas e o desgaste das estruturas, podendo causar o aparecimento de hérnias de disco. “A pessoa sai do eixo, ficando torta”, diz a dra. Evelin Goldernberg, reumatologista do Einstein.
Outra questão importante é o uso de sapatos de salto alto. Quando o salto é superior a 4 centímetros e utilizado diariamente pode provocar o encurtamento da panturrilha, ocasionando, além das dores na coluna, dores nos pés. Existem também outros fatores de risco que podemos ressaltar, como:
·         Postura inadequada em frente ao computador;
·         Praticar exercícios físicos sem orientação adequada de um profissional;
·         Noites mal dormidas;
·         Tabagismo, que vem aumentando entre as mulheres;
·         Estresse emocional;
·         Avançar da idade;
Tratamento
O ideal é sempre investigar as causas das dores. “É preciso verificar se é exclusivamente causada pelo estilo de vida da pessoa ou se existe alguma doença por trás”, diz a dra. Evelin.
A mudança dos hábitos diários também é importante, uma vez que erros de postura crônica podem aumentar o desgaste das estruturas da coluna, provocando problemas mais sérios.
Deve-se evitar curvar a coluna para frente, como quando levantamos da cama, entramos no carro ou simplesmente escovamos os dentes. E a médica alerta: “De preferência, a mulher não deve se estressar, não fumar e praticar exercícios físicos adequadamente.”
Mais um erro comum, dessa vez, por questões culturais, é o auto medicamento. Com o fácil acesso aos medicamentos nas prateleiras das farmácias ou, até mesmo, por indicação de conhecidos é rotina do brasileiro tomar remédio quando sente dor. Isso é completamente errado, pois pode mascarar alguma doença grave.
“Ainda vale salientar que o medicamento que faz bem para uma pessoa pode fazer mal para outra. Medicamentos como anti-inflamatórios devem ser usados com cautela em pacientes com pressão alta ou problemas gástricos e renais”, ressalta a dra. Evelin. Sendo assim, o acompanhamento médico se faz obrigatório.
Também vale ficar atenta aos sinais que podem indicar um problema mais sério, como dor noturna, perda de peso e dor acompanhada por grandes fraquezas.
Fonte: Dra. Evelin Goldernberg, reumatologista do Einstein


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sorrir faz bem à saúde

Parece piada, mas há quem afirme que dar boas gargalhadas diante de situações que causam dor, como quebrar uma perna, pode amenizar o desconforto. De certa forma, faz sentido: a cada sorriso o cérebro é induzido a produzir e liberar mais endorfina, o neurotransmissor relacionado às sensações de prazer e bem-estar, além de ser um potente analgésico natural.

Mas para os especialistas, não é apenas com um sorriso que a dor intensa vai passar. “Ainda há poucas pesquisas nesse sentido, mas já é comprovado que o sorriso causa uma ação bioquímica no organismo que resulta em reações benéficas, mas não a ponto de cessar a dor intensa”, acredita Sérgio Luís de Miranda, médico e cirurgião especialista em cirurgia buco-maxilo-facial do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). “Dizem até que o sorriso é tão eficiente quanto o relaxamento, a meditação e os exercícios físicos”, completa o dr. Miranda.
Sorrir pode até não ser o melhor – ou único – remédio, mas que faz bem à saúde os especialistas concordam. Pesquisa divulgada em 2006 pela Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA), comprova que o riso colabora para aumentar a produção e a atividade no organismo das células NK (do inglês, natural killers), responsáveis por destruir vírus e até tumores presentes no organismo. E mais: o sorriso vem sendo utilizado como recurso de humanização no cuidado de pacientes em hospitais do mundo todo.
O filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, de 1998, em que um médico se veste de palhaço para atender crianças internadas, trouxe o tema para as telas e a realidade americana já é vivida por grupos de atores que, vestidos de palhaços, visitam hospitais para aumentar a auto-estima e alegrar os pacientes, familiares e profissionais da saúde.
Para Ana Lúcia M. da Silva, psicóloga do Departamento de Pacientes Graves do HIAE, o riso pode ser um recurso terapêutico na medida em que altera o estado emocional da pessoa, tornando-a mais favorável a enfrentar situações psicologicamente difíceis, como uma doença grave na família.
“O senso de humor e o sorriso espontâneo estão relacionados a melhor qualidade de vida e percepção de bem-estar, além de favorecer o enfrentamento de adversidades e frustrações. Entretanto, não podemos relacionar a isso maior possibilidade de cura não relacionada a fatores comportamentais, como a adesão ao tratamento, por exemplo”, defende a psicóloga.
Benefícios extras para o corpo
Além de garantir boas doses de endorfina e proporcionar bem-estar, uma boa risada ainda traz vantagens para os sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico.
O senso de humor e o sorriso espontâneo estão relacionados a melhor qualidade de vida e percepção de bem-estar
Sistema cardiovascular
É ativado com o sorriso, o que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de provocar a vasodilatação das artérias. Esse conjunto de reações proporciona maior fluxo de sangue para todo o organismo.
Sistema respiratório
Durante a risada os pulmões passam por uma hiperventilação, o que eleva a concentração de oxigênio na circulação sanguínea e resulta em melhor distribuição de oxigênio aos tecidos.
Sistema imunológico
Além de colaborar para a produção das células NK, as boas gargalhadas aumentam a quantidade de saliva, que também é benéfica para a imunidade. “Com o acréscimo da saliva, sobe o nível de imunoglobulina, substância capaz de combater gripes e resfriados”, explica Ana Paula Zalchenko Fonseca, cirurgiã-dentista especialista em cirurgia buco-maxilo-facial do HIAE.
Depois de tantos benefícios, o que vale mesmo é uma risada sincera e natural. Esta sim desencadeia os mecanismos do corpo para a produção de endorfina e a sensação de prazer e bem-estar. Então, sorria! Seu corpo e sua mente agradecem.