sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que nos faz bocejar?





Na próxima vez em que estiver em uma reunião, tente fazer esta experiência: dê um belo bocejo, cubra sua boca só por educação e veja quantas pessoas bocejam também. Há uma boa chance de que você vá disparar uma reação em cadeia. Antes de terminar de ler este artigo, é provável que boceje ao menos uma vez. Não entenda mal, não estamos tentando lhe deixar entediado, mas simplesmente ler sobre o bocejo vai fazer você bocejar, da mesma maneira que ver ou ouvir alguém bocejar.

Fatos interessantes sobre o bocejo
  • O bocejo dura, em média, seis segundos
  • Os batimentos do coração podem se elevar em até 30% durante um bocejo.
  • 55% das pessoas bocejam até cinco minutos depois de terem visto alguém bocejar.
  • Cegos bocejam mais após ouvirem alguém bocejando.
  • Ler sobre o bocejo faz você bocejar.
  • Atletas olímpicos normalmente bocejam antes de uma competição.


O que há por trás dessa misteriosa epidemia de bocejos? Primeiro, vamos ver o que é o bocejo. Trata-se de uma ação involuntária que nos faz abrir bem as nossas bocas e respirar fundo. Sabemos que é involuntário porque o fazemos mesmo antes de termos nascido: algumas pesquisas mostraram que fetos de 11 semanas bocejam.

Há muitas partes do corpo que participam do bocejo. Primeiro, sua boca abre e o queixo cai, permitindo que você inale a maior quantidade possível de ar. Ao inspirar, o ar enche seus pulmões, seus músculos abdominais flexionam e seu diafragma é empurrado para baixo. O ar que respira faz seus pulmões se expandirem ao máximo, e depois uma parte deste ar é expelida para fora do seu corpo.


Embora o dicionário nos diga que o bocejo é causado pela fadiga, sonolência ou tédio, os cientistas estão descobrindo que há mais por trás do bocejo do que imaginamos. Não se sabe muito sobre o motivo de bocejarmos ou se ele serve para algo de útil, e também não foram feitas muitas pesquisas sobre o assunto. Mas há muitas teorias. Veja abaixo as três mais comuns.

  • Teoria física - nossos corpos induzem o bocejo para obter mais oxigênio e retirar um acúmulo de dióxido de carbono. Esta teoria ajuda a explicar o motivo de bocejarmos quando estamos em grupos. Grupos grandes de pessoas produzem mais dióxido de carbono, o que significa que nossos corpos criam o bocejo para conseguir mais oxigênio e se livrar do excesso de dióxido de carbono. No entanto, se nossos corpos nos fazem bocejar para obter o oxigênio de que precisamos, por que não bocejamos durante os exercícios? Robert Provine, um psicólogo da Universidade de Maryland, no Condado de Baltimore, e um dos maiores especialistas em bocejo, testou esta teoria. Dar oxigênio a pessoas e diminuir a quantidade de dióxido de carbono no ambiente onde elas estavam não diminuiu a quantidade ou impediu que os bocejos acontecessem.
  • Teoria da evolução - há quem ache que o bocejo começou com nossos ancestrais, que costumavam bocejar para mostrar seus dentes e intimidar os outros. Um desdobramento dessa teoria é a idéia de que o ato de bocejar se desenvolveu nos primeiros homens como um sinal para que mudassem o que estavam fazendo.
  • Teoria do tédio - o dicionário diz que o bocejo é causado por tédio, fadiga ou sonolência. Embora tenhamos a tendência de bocejar quando estamos entediados ou cansados, esta teoria não explica o motivo pelo qual os atletas bocejam antes de uma competição. Não parece provável que eles fiquem entediados com o mundo inteiro os assistindo.

A verdade nua e crua é que, embora os seres humanos provavelmente bocejem desde que foram criados, ainda não temos a mínima idéia do motivo. Talvez sirva sim para algum propósito saudável, pois é verdade que nos faz obter mais ar e nossos corações batem mais rápido do que o normal, mas os exercícios fazem a mesma coisa. Ainda há muito que não entendemos sobre nossos próprios cérebros, o que torna possível que o bocejo seja disparado por alguma área do cérebro que ainda não descobrimos. Mas uma coisa que sabemos é que bocejar não é algo limitado ao homem. Cachorros, gatos e até peixes bocejam, o que nos leva de volta à idéia de que o bocejo é alguma forma de comunicação.

Já fizemos você bocejar? Se sim, esperamos que não tenha sido por tédio, mas pelo poder do estímulo.




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