segunda-feira, 27 de março de 2017

Artrite Psoriática: Lesões na Pele e Articulações

 Que é Artrite Psoriática?

A Artrite Psoriática também é conhecida como psoríase artropática ou artropatia psoriática. Trata-se de um tipo de artrite inflamatória que afeta cerca de 5 a 7% das pessoas que tem psoríase crônica na pele. Essa enfermidade acontece com mais frequência em pessoas que tem tecido do tipo HLA-B27.
Aproximadamente 80% dos pacientes com Artrite Psoriática apresentam lesões psoríticas nas unhas que acarretam no seu descaroçamento ou em casos mais extremos na perda da unha que é chamada de onicoliose. O tratamento dessa doença é semelhante ao tratamento de outras artrites.
A doença pode se manifestar em qualquer ideia, mas em geral aparece uns 10 anos depois de o paciente apresentar os primeiros sintomas de psoríase. A maior parte dos pacientes tem a doença agravada entre 30 e 50 anos, porém, é importante destacar que a doença pode aparecer em crianças também.
A doença acontece em homens e mulheres igualmente, em mais ou menos, sete casos os sintomas da artrite podem aparecer antes de se manifestar na pele. Além disso, a Artrite Psoriática pode inflamar as juntas e acarretar numa tendinite.

Os Sintomas da Artrite Psoriática

Dentre os principais sintomas da Artrite Psoriática estão uma sensibilidade extrema nas articulações que ficam mais frágeis; problemas com as unhas; rigidez nas articulações pela manhã; edema, inchaço e rubor. O edema causado pela doença pode ser difuso no decorrer do dedo o que pode deixar com o dedo com a aparência de uma salsicha.
Nos casos em que a coluna também é afetada é normal acontecer uveíte. A Artrite Psoriática pode ser dividida em dois padrões básicos, um o que afeta a coluna e o outro que afeta as articulações das extremidades. Quando há problema na coluna a dor pode afetar a lombar e também as nádegas.
A doença pode também afetar os movimentos respiratórios, isso acontece em geral quando a doença chega às articulações das costelas e coluna torácica. Também causa dores na coluna cervical e na nuca. Existe a possibilidade de afetar os tendões e chegar a planta dos pés o que pode acarretar em fascites e bursites.

Os Tipos de Artrite Psoriática

De acordo com os sintomas podem existir cinco tipos principais de Artrite Psoriática:

Simétrica – Esse é o tipo de artrite corresponde a cerca de 50% dos casos da doença e se caracteriza por afetar as juntas e os dois lados do corpo. É possível comparar esse tipo de Artrite Psoriática com a artrite reumatóide.
Assimétrica – A Artrite Psoriática assimétrica atinge cerca de 35% dos pacientes dessa doença e é mais moderada. Um dos fatores que a fazem mais moderada é o fato de que não afeta as mesmas juntas nos dois lados do corpo. Em geral atinge entre 2 e 4 juntas.
Artrite Mutilante – Um tipo de Artrite Psoriática mais grave que deforma e é bastante destrutiva. O grande problema está na forma como a doença pode ir progredindo ao longo dos anos o que causa um dano muito intenso.
Espondilite – O que destaca esse tipo de Artrite Psoriática é a dureza que a espinha e o pescoço apresentam. Apesar disso também podem afetar as mãos e os pés de maneira semelhante a que acontece na artrite simétrica.
Interfalangeal Distal Predominante – Trata-se do tipo que afeta cerca de 5% dos pacientes e se caracteriza pela inflamação e dureza das juntas que ficam próximas aos dedos das mãos e dos pés. Podem acontecer mudanças nas unhas.

Como é Feito o Diagnóstico

O médico começa examinando as lesões na pele (Psoríase) e articulações. Para auxiliar no diagnóstico da doença o médico pode usar Imaginologia. Para isso pode solicitar radiografia das articulações afectadas, Tomografia computodorizada ou Cintilografia.
Também é necessário observar os valores laboratoriais que podem ajudar no diagnóstico como fator reumatóide que geralmente é negativo, valor de sedimentação que pode aumentar, hemograma que pode indicar uma anemia de doença crônica e aumento na proteína C.

O Tratamento

A Artrite Psoriática se baseia na inflamação das articulações e por isso os tratamentos são dirigidos em sua maioria a reduzir e controlar essa inflamação. Os médicos começam o tratamento utilizando anti-inflamatórios dentre os quais se destacam diclofenaco e naproxen. Lembramos que somente um médico pode receitar remédios, nunca se medique por conta própria.
Também é possível tratar essa doença utilizando corticosteróides que incluem injeções diretamente na articulação. Esse método é prático para os casos em que apenas algumas articulações tenham sido afetadas. Para alguns médicos os corticoesteróides são medicamentos que devem ser evitados uma vez que podem aumentar a frequência dos episódios de Psoríase.

Imunossupressores

Quando a doença não pode ser controlada de forma satisfatória com anti-inflamatórios não-esteróides ou então com injeções na junta podem ser necessários tratamentos com  imunossupressores como, por exemplo, o metotrexate. A vantagem de usar os imunossupressores como parte do tratamento é que eles cuidam da psoríase e também da artropatia.
Contudo, como os efeitos colaterais desse tipo de medicamento pode ser bastante intenso os doentes dificilmente aderem a esse tratamento. A maioria das pessoas que começam o tratamento com imunossupressores acabam abandonando essa terapia depois de um período de 2 a 5 anos devido aos efeitos adversos que aparecem.

Inibidores Tumor Necrose Fator-Alfa

Já faz algum tempo que foram desenvolvidas novas tecnologias de DNA com o objetivo de fazer o tratamento dessa doença. A tecnologia recebeu o nome de Inibidores Tumor necrose fator-alfa e estão disponíveis em etanercept, infliximabe e adalimumab. Apesar de estarem sendo muito usados ainda são reservados para os casos mais graves.

Tratamento Sem Medicamentos

Alguns hábitos do paciente de Artrite Psoriática podem ajudar a complementar o tratamento que é realizado com os medicamentos. A qualidade de vida do doente pode ajudar a reduzir os sintomas bem como aliviar as dores causadas pelas inflamações.
Dentre os hábitos que podem ajudar estão se manter no peso ideal, dormir de forma adequada, manter uma dieta saudável, fazer fisioterapia e exercício individualmente, fazer terapia quente-frio e enfrentar a cirurgia nos casos mais graves. Ter um estilo de vida saudável é muito importante para ajudar o corpo a passar pelas provações dessa doença.

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